O JOHREI EM MINHA VIDA.
Hoje após seis anos dentro da prática messiânica do Johrei tenho um remoto sentimento de ter tido relação com a filosofia que sustenta a esta prática desde sempre. A condição da nossa consciência materialista por certo inibe a percepção de uma realidade maior, porem sutil.
Minha primeira relação com o Johrei foi após a uma intervenção cirúrgica no coração ( três pontes ) realizada no hospital do Cajuru em Curitiba-Pr , já havia me submetido anteriormente a uma angeoplastia ( Método cirúrgico não incisivo para desobstruir coronárias), onde ganhei um stenter(recurso cirúrgico para manter coronárias desobstruídas).
Recebi Johrei pela primeira vez no hospital do cajuru, durante uma semana, e depois a moça não voltou mais, após alguns dias apareceu uma pequena infecção nos pontos da operação.
Os pontos tiveram que ser tirados e o corte se abriu, mostrando que a infecção não era tão pequena como parecia, ela tinha começado por dentro numa camada inferior da costura e surpreendentemente veio para fora, ficando com o aspecto de uma salsicha que cozinhou demais e abriu no meio, caso não tivesse apontado para fora, e seu desenvolvimento fosse para dentro, o caso ficaria realmente serio. Para fechar o corte, não mais os médicos puderam costurar, tendo o processo sido por vontade natural do corpo.
Há quatro anos atrás quando estava ministrando Johrei numa enfermaria do hospital Celso Ramos, aqui em Florianópolis, para uma senhora que tinha tido a bacia operada no dia anterior, um ponto rebentou e um sangue preto sai, fiquei assustado, mas quando a enfermeira que logo veio a nosso pedido disse, “que sangue feio ainda bem que saiu”, então lembrei da infecção no corte naquela operação cardíaca e do Johrei que havia recebido. Agradeço sinceramente.
Assim fiquei no hospital por quase um mês. Todos os dias saia andar pelo hospital, faz parte da recuperação cardíaca andar, elaborei com o tempo um caminho pelas dependências do hospital de tal forma que andava uns quarenta minutos todos os dias.
Durante esta caminhada eu parava para meditar na capela do hospital, num determinado dia, não sei precisar qual, logo após sentar no banco da capela e levantar as mãos unidas, com os olhos fechados e Sandra, minha companheira, ao lado, tive uma visão: uma mulher vestida com uma roupa vermelha, como um quimono, com bordados dourados, e uma cobertura sobre a cabeça, não era bem um chapéu, nem bem um véu, tinha um olhar seguro e suave, estava a cavalo num ser voador, as assas lembram a libélula, o tamanho um dragão. Atrás dela uma cortina enorme, como a do teatro Guairá em Curitiba. Assim que ela percebeu que eu realmente a via ela agarrou a cortina lá no alto e fez movimentos com as pernas, que foram respondidos pela sua montaria imediatamente, começou a se deslocar da esquerda para a direita, e como conseqüência a cortina foi abrindo, quando estava toda aberta a mulher e sua montaria não estavam mais ali. Por trás da cortina havia uma gruta que se estendia ate uma enorme porta entre duas gigantescas colunas. E então a visão acabou.
O padre da capela me disse se tratar de Nossa Senhora, pois a capela era em homenagem a ela. Anos mais tarde descobri que tinha visto Kanon, a divindade protetora de Menshu Sama ( criador do Johrei).
Quando recebi alta do hospital a Sandra insistia vamos até a Igreja Messiânica, pra você receber Johrei, para agradecer.
Eu era simplesmente indiferente e não quis ir e não fui, com muita insistência fui a uma palestra da Sheishonoe e comprei um livro da meditação Sanshocan, boa pratica também. No hospital li de Mokiti Okada(fundador da IMM), “O Outro Lado da Doença”, mas não gostei, não conseguia concordar com alguns princípios.
Passaram cinco anos até uma grande recaída, um grande susto, havia saído para vender meus brinquedos, trabalhei como artesão, vendendo como ambulante por muitos anos, ainda vendo, aqui no blog tem, mas voltando ao assunto, comecei a me sentir mal, opressão cardíaca é difícil de descrever, mas inesquecível para quem sobrevive, e aquela não era a primeira vez que sentia, resolvi então para numa farmácia que pertence a pessoas conhecidas no bairro dos ingleses( Norte da ilha de Santa Catarina).
A Farmacêutica mediu minha pressão arterial e constatou que estava muito alterada, 19/11, e me alertou também que meu ritmo cardíaco também estava alterado, batia três quatro vezes rapidamente depois duas três lentamente. O sentimento que tinha já indicava o que ela viu confirmou. Pedi socorro, em uma hora os para-médicos chegaram e me levaram para o hospital do coração em São José na grande Florianópolis, eu já havia feito uma angioplastia lá, antes de operar o coração, tinha 36 anos, hoje estou com 51 anos e naquele momento a seis anos atrás, fui levado de urgência para a hemodinâmica( lugar onde realizam angeoplastia), uma ponte de safena estava obstruída e a angioplastia faliu, fui levado para a UTI consciente que era candidato há um transplante ou então se não desce tempo iria a óbito. Minha recuperação, e preparo seria através de remédios.
Não é nada confortável você saber que alguém vai morrer para você não morrer, eu não queria morrer, ninguém quer, e isto me incomodava, eu pedia que se fosse para continuar Deus desse outro jeito.
Sandra ficou arrasada, teve de vir as pressas de Curitiba, novamente para me encontrar entre a vida e a morte, parentes e conhecidos médicos não conseguiam lhe dar esperanças, após minha angioplastia ela foi para casa de minha mãe, mas conseguiu dormir ficou o tempo todo buscando uma saída para mim, células tronco, transplante, mas o diagnostico era 25% de capacidade cardíaca, estava sendo medicado na UTI, caso melhorasse em duas semanas iria para uma enfermaria, mas sair do hospital, só após um transplante cardíaco.
Sandra voltou ao hospital no outro dia cedo e perguntou com eu estava, a resposta foi que a situação era a mesma, ela ficou mal, não conseguiu entrar pra me ver na UTI, saiu do hospital pra respirar, clarear as idéias, enquanto vagueava por perto do hospital encontrou um Johrei Center, entrou para receber Johrei para ela, para renovar suas energias, falou com as pessoas sobre mim e elas lhe disseram que poderia receber o Johrei por elo de ligação espiritual para mim, pois temos uma relação de muitos anos, temos um filho, que deveria entregar então o momento, a preocupação com minha vida a Deus, desapegar-se.
Sandra já havia me visto, ser amputado, passar por crises renais e descêsseis litotripicias ( Explosão de pedras nos rins), dois processos de enfarte acompanhados de angioplastia um e operação cardíaca outro, ela diz que naquele momento conseguiu desapegar, entregar-me a Deus.
Quando a gente está naquela situação a consciência vai se perdendo, a oxigenação diminui, a gente vê as coisas de forma diferente do que exatamente são.
Passei uma noite péssima achado que um outro cardíaco que tinha sido revascularizado tinha sofrido um acidente e que estava indevidamente na UTI de cardíacos, chequei a pedir uma medicação que me tirassem do ar. Ai foi pior, me deram valium para tomar, a minha sensibilidade para com o que é espiritual se acentua com estas drogas, foi um tormento a noite toda, ou o tal colega de UTI acidentado, ou os fantasmas do hospital.
Acordei do mesmo jeito que havia adormecido, transtornado, derrepente senti arder por dentro, todo o trajeto que o oxigênio faz até os pulmões, sem pensar arranquei o fino tubo de oxigênio, que só então observei estar ali penetrando pelo meu nariz adentro, sentei imediatamente na maca da UTI num movimento único e brusco. O médico da UTI se assustou, tentava me acalmar, expliquei que não estava nervoso, ao contrario estava melhor, que parecia que a angioplastia finalmente tinha tido um efeito, ele afirmava que isto era impossível, sugeri que o efeito teria retardado, ele pediu para a enfermeira me fazer uma massagem nas costas com um creme, perguntou porque eu havia tirado o oxigênio, eu expliquei, ele então voltou a colocar o oxigênio, mas com uma mascara, me fez deitar e me pediu para ficar calmo. Eu achei que realmente a angioplastia tinha tido um efeito retardado, não me toquei do milagre que acabara de ocorrer, eu não sabia que a Sandra estava recebendo Johrei, e não acreditaria, caso alguém naquele momento vence me explicar.
Antes de fazer a operação do coração me sentia cansado, não adiantava respirar, não havia sustentação, pois o coração não estava bem, havia muitas obstruções nas coronárias. Quando despertei, após a operação na UTI, tinha um sentimento de renascimento, apesar da dor nos pulmões e no tórax respirar funcionava, tinha efeito.
Naquele dia, que através do Johrei recebido por Sandra tive a ponte de safena liberada, a sensação foi a mesma, renascimento, o respirar tinha efeito, só não conseguia encontrar a razão. Digo isso, para que fique bem claro, houve realmente uma transformação no meu estado de saúde naqueles momentos em que a Sandra recebeu Johrei na manhã daquele dia.
Sou muito grato pelo milagre recebido através do Johrei, e não foi só o que aconteceu, no segundo dia de UTI fui transferido para a enfermaria, meio sem explicações, meu quadro havia mudado, surpreendentemente em vinte dias recebi alta, até o momento, seis anos após, não sofri nenhum transplante, continuo a me consultar no ambulatório de mio cardiopatia do Hospital São José. Não dispenso a medicina sou grato aos médicos, respeito muito a ciência medica, mas as coisa espirituais não são tratadas da forma adequada pela medicina e isso é um erro. A medicina pode se valer em muito desta realidade, que é primordial.
Comecei a receber Johrei todo dia, primeiro na enfermaria. Depois que sai do hospital fiquei quatro meses indo receber Johrei todo dia, e olha moro a trinta e cinco quilômetros de distancia do Johrei Center mais próximo, hoje sou membro da Igreja Messiânica Mundial do Brasil também ministro Johrei, e continuo recebendo. Tenho convicção que Menshu Sama é meu salvador e que na pratica diária do Johrei somada a de uma alimentação possuidora de energia vital e através da apreciação do belo, estou ajudando a promover um mundo de Paz, Saúde e Prosperidade, livre de conflito, doença e miséria.
Sempre que lembro do meu inicio na IMMB tenho vontade de agradecer publicamente a Etelita que na época dedicava no Johrei Center de São Jose-Sc, pois com ela que Sandra conversou e através dela recebeu o Johrei que me salvou a vida, ao Sr. Roberto que apareceu praticamente todos os dias na enfermaria para me ministrar Johrei, ao Sr.Coelho que foi substituir ao Sr. Roberto alguns dias e em outros foi junto reforçar a dose. Agradeço a Xuxa, não a celebridade nacional, mas aquela que dedica no Johrei Center de Florianópolis e que soube me ajudar num momento de necessidade.
Tenho mais fatos a relatar sobre este tema O “Johrei em minha vida” o que farei em próximas postagens.
Agradeço a Deus e Menshu Sama pela oportunidade que estou tendo para conhecer, lembrar quem verdadeiramente sou, dos benefícios que conquistei com esta pratica de fazer os outro felizes, o Johrei. Que a luz esteja com todos nós. Cezar